Tuesday, November 27, 2007

eu sou e serei sempre eu.
mas a existir uma parte
de mim de outrem...
essa será certamente tua...

Friday, August 10, 2007

é tudo velho de amor,
mudo de nós e do rumo escuro
da vida.

faz tempo que a desgraça sentou
os nossos corpos no mar.

Wednesday, August 08, 2007

no despacho da noite,
a correr do segundo que transborda
do amanhã.
que momento sublime esse!
______

a que cheira o asfalto pelo
qual caminhas, dia e noite?
que profundidade alcanças
quando segues nas tuas viajas?
que grau de abandono?
_______

do verde a pique
que rosna sobre os
campos em chamas

Tuesday, August 07, 2007

não há uma urgência em lá ficarmos qd viajamos.
há sim uma necessidade, incontrolável diria eu,
de por lá andar, sendo que o "lá", de um tamanho
e incontrolável desgoverno, não depende , e nunca
dependerá da distância entre A e B.

Saturday, July 21, 2007




Kerouac paira por aqui.
E eu com ele...
é o meu livro deste
inicio de semana.

Thursday, July 19, 2007

He says something in that preface that I immediately
related to, which is the intersection between the road
movie and music. The other thing I like about road
movies is the fact that that they teach you something
about yourself. I think the whole idea of the road movie
is a journey towards some sort of selfhood and self-knowledge.
I think the back of the book says that road movies are
a metaphor for life. You might set out in life having the
intention of travelling in one direction but fate and
circumstance find you moving in another direction. I like
the fact that road movies don’t stick to the itinerary,
they often go off road, they take different courses. I
find that quite liberating because I think that life is
like that.

jason wood about his book 100 road movies

Wednesday, June 27, 2007

Ser turista é fugir da responsabilidade. Os erros e os
defeitos não se colam em nós como em casa. Somos
capazes de vaguear por continentes e línguas, suspen-
dendo a actividade do pensamento lógico. O turismo é
a marcha da imbecilidade. Contam que sejamos imbecis.
Todo o mecanismo do país hospedeiro está adaptado
aos viajantes que se comportam de um modo imbecil.
Andamos às voltas, aturdidos, olhando de esguelha
para mapas desdobrados. Não sabemos falar com as
pessoas, ir a lado nenhum, quanto vale o dinheiro, que
horas são, o que comer ou como o comer. Ser-se imbe-
cil é o padrão, o nível e a norma. Podemos continuar a
viver nestas condições durante semanas e meses, sem
censuras nem consequências terríveis. Tal como a ou-
tros milhares, são-nos concedidas imunidades e amplas
liberdades. Somos um exército de loucos, usando rou-
pas de poliester de cores vivas, montando camelos, ti-
rando fotografias uns aos outros, fatigados, desintéricos,
sedentos. Não temos mais nada em que pensar senão no
próximo acontecimento informe.

Don DeLillo, in 'Os Nomes'

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