Tuesday, May 15, 2007

a luz do fundo requer
dor e agasalho.
é na escuridão que reparo
na avidez dos ceus.
desamparado.

Sunday, May 06, 2007

procuramos,procuramos e procuramos.
e há sempre um certo momento em que
sabemos ter em mãos algo de bom.
algo que nos torna maiores.

a musica fecha-me no mundo, no meu.
e juro que há momentos em que
por lá fico, sentado, de olhos cerrados
a contemplar o escuro do meu quarto,
numa convulsão interna capaz de me
revolver e arrepiar.

com esta nova descoberta é isso
que me dá. uma imensa vontade
de acreditar que a nossa vida vale
uma musica, uma fotografia
ou um poema.

porque isso basta para empurrámos
o mundo para onde devia já estar.
um sitio melhor.

é dos valores mais nobres
que conheço.

uma pequena fracção de
all your women things, by smog, aqui

Saturday, May 05, 2007



@avelino salas
aguarela
long wait, 2005

Monday, April 30, 2007





adam, 2003
@catherine opie
project about surfers

In the portraits of surfers I did in 2004 that were
in that year's Whitney Biennial, I wasn't interested
in archetypes of pros catching big waves. Seventy
percent of surfing is sitting and waiting. It's about
fog and early morning light, high tide and June
gloom. It's about a sense of place and a community
based on identities. They are very specific. I did
these photographs of ice-fishing houses in
Minnesota — a temporary community that forms
for three months of the year, where people who can't
afford lakefront property can participate in the view
and the experience of the place. When you are in the
water waiting on your board, you could be a
high-powered lawyer or the stoner that lives in his van,
it no longer matters. In that time and place is a moment
of community that goes beyond the economy of the city.

Saturday, March 24, 2007

o silêncio escapa-me.

entre a singeleza das mãos,
nas linhas que obecedem a um tempo só.
vejo curvas, um norte demorado e imprevisto.
um tempo limiar e rigoroso que afaga,
enseja-nos a morte.

e eu,
eu ainda espero por um segundo teu.

Tuesday, March 20, 2007

junto,
segue o vento, branco, rasteiro.
aspira a foligem de uma só vaga,
surdez de um planalto imenso
longe demais para o meu olhar.

não há alma perdida por ali.
só quem, na verdade, perde
por se encontrar.

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