Thursday, May 25, 2006

o cheiro do fundo do poço
surge muito antes de lá chegarmos.

ou nunca venceremos o final?

Wednesday, May 24, 2006



pedrocabritareis@napoli.

cruzas-te os resquicios
de um sonho meu,
coberto de verde cinza.

rasgavas o firmamento, soturno,
e eu ali, espantado,
com uma nebulosa sede de viajar
entre as minhas mãos.

contemplei as tuas asas,
e tremi quando tentei
segurar o tempo.

e enchi-me de céu quando
uma lágrima caiu no desaviso.
afinal, ainda restava um
pouco de mim.

Wednesday, May 03, 2006


© bleda y rosa (1969,1970)



Os viajantes do deserto adoram
a generosidade acidental.

e claro, o amor dos ventos, o segredo
que se encontra nos pormenores, essa
perturbante sensação de viajar sem fim,
sem reconhecer a vertigem do próximo passo.
deixar tudo e apenas ser...
hoje, amanhã e quando o tempo assim o desejar.

há coisas para as quais
ainda vale a pena sobreviver.

Tuesday, May 02, 2006


morrisey - ringleader of the tormentors (2006)

o caminho tem dias assim.

cobertos de azul, sentenças de morte,
aliados fugidios e segundos perdidos.

it's the same old "as"

Sunday, April 30, 2006


© aitor ortiz, bilbao (1971)

sozinho,
de nada vale ao meu olhar
o mais puro dos fingimentos.

espera-se que a maré do tempo
resguarde e dobre todo o vento
que por ali se acumula.
e rugir pouco ou nada acrescenta.

o caminho tem dias assim.

Tuesday, February 28, 2006

it's in your hand baby
have you got the courage
to spin your world and mine?

Wednesday, February 22, 2006

sobreviver.

à violência, à maldade,
mas tb à vitória dos mortos:

se queres sobreviver colocas a
tua coragem num saco de plástico
e esperas.

O exército mais perigoso é o
da indiferença. As pessoas passam
ao lado de um morto e fingem que
não vêem.

lucia sigalho

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