redonda é a luz que escorre
do mais puro dos olhares,
do teu olhar que sonho encontrar
diante de mim, um dia,
na mais pura e virginal hora.
queria ser amanhã para adivinhar a cor
dos teus olhos matinais e sobrevoar
o campo mágico dos teus cabelos,
selvagens.
queria estar ai. ou tu aqui.
sabes que pouco importa.
Sunday, February 05, 2006
Saturday, February 04, 2006
qual o valor que a musica ganha quando
nos assalta a vida e nos colhe desprevenidos?
há quem diga que é como o amor...
para ouvir...
http://www.myspace.com/beruit
Monday, January 16, 2006
A temática da viagem não é, de forma alguma,
estranha à produção de José Saramago, estando,
na diversidade do tratamento que lhe é concedido
pelo escritor, sempre ligada a um movimento de
indagação e de busca de identidade, onde as esferas
do individual e do colectivo se confundem num
processo de desvelamento de uma realidade que,
por vezes, identifica-se com a História nacional,
assumindo as viagens, na obra de Saramago,
evidentes sentidos ideológicos.
estranha à produção de José Saramago, estando,
na diversidade do tratamento que lhe é concedido
pelo escritor, sempre ligada a um movimento de
indagação e de busca de identidade, onde as esferas
do individual e do colectivo se confundem num
processo de desvelamento de uma realidade que,
por vezes, identifica-se com a História nacional,
assumindo as viagens, na obra de Saramago,
evidentes sentidos ideológicos.
recordo-me na perfeição uma das vezes que atravessei o deserto
do Mojave. A sombra da noite engolia de forma veloz a luz mágica
do entardecer e eu encostei à berma, montei o tripé, enquadrei o
melhor que sabia e disparei. Só aliviada a preocupação pude sentir
aquela vastidão imensa isolar-me de tudo. Subi ao tejadilho,
deitei-me com os olhos no infinito de estrelas e recordei todos os
encontros e aventuras que aquela estrada me tinha oferecido e que
não cabem em nenhum texto do mundo. O Metheny e o Haden
pulverizavam o som, timidamente. Aquela não era uma "short story"
do céu do Missouri. Era, provavelmente, uma das minhas melhores histórias de viagem...
texto inspirado "spiritual",
retirado de beyond the missouri sky, charlie haden & pat metheny
do Mojave. A sombra da noite engolia de forma veloz a luz mágica
do entardecer e eu encostei à berma, montei o tripé, enquadrei o
melhor que sabia e disparei. Só aliviada a preocupação pude sentir
aquela vastidão imensa isolar-me de tudo. Subi ao tejadilho,
deitei-me com os olhos no infinito de estrelas e recordei todos os
encontros e aventuras que aquela estrada me tinha oferecido e que
não cabem em nenhum texto do mundo. O Metheny e o Haden
pulverizavam o som, timidamente. Aquela não era uma "short story"
do céu do Missouri. Era, provavelmente, uma das minhas melhores histórias de viagem...
texto inspirado "spiritual",
retirado de beyond the missouri sky, charlie haden & pat metheny
o homem como paisagem.
bonito conceito este. passei o
fds a praticá-lo de forma improvisada.
surgiu-me um titulo.
most people spend their lives waiting for nothing.
o que me conduz a um outro conceito:
a espera. a repetição da espera. mas onde
fica "a espera" na minha ideia do runner?
os surfistas esperam. agrada-me a ideia.
mas tb me parece encontrar essa espera nos
runners. e nos alpinistas. falta-me a ligação...
bonito conceito este. passei o
fds a praticá-lo de forma improvisada.
surgiu-me um titulo.
most people spend their lives waiting for nothing.
o que me conduz a um outro conceito:
a espera. a repetição da espera. mas onde
fica "a espera" na minha ideia do runner?
os surfistas esperam. agrada-me a ideia.
mas tb me parece encontrar essa espera nos
runners. e nos alpinistas. falta-me a ligação...
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